7 - Indústria tem desafio com cenário de estagnação da economia
A julgar pelo desempenho da economia no primeiro semestre deste ano, com elevadas taxas de juros, indefinição da política macroeconômica e incertezas externas, a indústria terá de continuar atuando num cenário de estagnação até o final de 2024 e, possivelmente, também no próximo ano. Este é o prognóstico do economista e doutorando em economia aplicada pela Esalq (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz), Bruno Pissinato, e do economista e professor do curso de ciências econômicas da Esalq, Carlos Eduardo de Freitas Vian.
Membro da equipe de pesquisadores que desenvolve o Boletim Mensal de Conjuntura Industrial para o Simespi (Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas, de Material Elétrico, Eletrônico, Siderúrgicas e Fundições de Piracicaba, Saltinho e Rio das Pedras), Pissinato tece uma série de considerações para justificar sua análise de conjuntura econômica. “O Produto Interno Bruto (PIB) de 2023 cresceu 2,9%, puxado pelo crescimento expressivo, de cerca de 15%, do agronegócio. Por sua vez, a indústria cresceu apenas 1,6%. No primeiro trimestre de 2024, o PIB aumentou 0,8%, sendo este desempenho relacionado, mais uma vez, à performance do agro, do comércio interno e da formação bruta de capital fixo”, explica.
https://simespi.com.br/industria-tem-desafio-com-cenario-de-estagnacao-da-economia/


